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| O casamento real de Stephen e Jane e a mesma cena no filme. |
Jane e Stephen se casaram mesmo com a perspectiva de que ele
teria poucos anos de vida. Eles tiveram três filhos. A condição de Stephen
piorou gradativamente, mas ele está vivo até hoje. De acordo com um posfácio de
2014 do livro, eles cultivam um bom relacionamento, apesar de terem se
divorciado nos anos 90.
Neste caso, eu vi o filme antes de ler o livro. Assisti pela
primeira vez em 2014 e fiquei particularmente impressionada com a atuação do
ator que fez o papel de Stephen. Também achei interessante a história deles e
fiquei com vontade de ler não só o livro que deu origem ao filme, mas também
algo escrito por ele. Em 2016, consegui ler “A teoria de tudo”, de Jane
Hawking, e também “Uma breve história do tempo”, de Stephen Hawking.
O livro é muito mais abrangente do que o filme. É tão denso
que se torna cansativo em alguns trechos. Além disso, a autora se queixa muito
das dificuldades que teve em sua vida com Stephen Hawking. De fato, acredito
que as coisas tenham sido difíceis e até desesperadoras em alguns momentos e me
solidarizo com ela. No entanto, há muitas situações repetidas, histórias
contadas mais de uma vez, o que acaba tornando a leitura um pouco maçante.
Já o filme enfatiza os melhores momentos do casal. É um belo
filme, leve, provavelmente muito mais leve do que a história dos dois. Acredito
que ambos tenham ficado felizes com o resultado. Eles chegaram a acompanhar um
dia de gravações pessoalmente.
O título original do livro era “Viagem ao Infinito: A
extraordinária história de Jane e Stephen Hawking”. Para quem prefere ficar com
a versão mais leve e poética das histórias, recomendo o filme e não o livro.
Para quem quer saber mesmo mais sobre a vida deles, que leiam, mesmo que seja
denso e longo. Mesmo porque ele tem algumas citações preciosas, como essa, de
que gosto muito:

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