Sempre admirei João Ubaldo Ribeiro como cronista. Com a morte dele, em 2014, decidi que leria alguns de seus romances e comecei com o polêmico “A casa dos budas ditosos” (Série Plenos Pecados, Editora Objetiva). O livro inspirou um monólogo em que Fernanda Torres representa a personagem-narradora.
Gostei da forma como o autor se coloca na pele de uma mulher para relatar suas peripécias sexuais. De fato, durante a leitura, é fácil esquecer que se trata de um livro escrito por um homem.
Por outro lado, não entendi muito bem o porquê da polêmica em torno dessa obra.
Então me propus o seguinte exercício: imaginar que se trataria, ao invés de uma mulher, de um homem contando suas aventuras, conquistas, trepadas e etc. A história não ficaria melhor ou pior, mas certamente não haveria a repercussão que aconteceu por se tratar de uma mulher.
Mesmo os temas mais sensíveis, como incesto e pederastia, não chamariam tanta a atenção se o protagonista fosse um homem, porque a eles é permitido e até incentivado o comportamento de predador sexual. Para ser bem honesta, cansa.
Esse tipo de polêmica cansa e acabou interferindo negativamente na minha leitura. Talvez por esperar algo mais digno de polêmica, que justificasse a repercussão do livro e da peça... Mas fico com minha admiração pelo João Ubaldo Ribeiro e em breve lerei outros livros do autor.
Gostei muito da participação dele no documentário “Janela da alma”, de 2001, de João Jardim e Walter Carvalho:
Em 2015, me desafiei a ler 24 livros e fechei o ano com 28 obras lidas. Para 2016, o desafio a ser superado foi de 36 livros e eu li 50! Em 2017, o desafio é ler nada menos que 70 títulos. Criei este blog para publicar breves relatos sobre cada leitura realizada, sempre relacionando os livros com filmes, músicas ou outras formas de arte. Contato: nanda.jornal@yahoo.com.br
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