Ela foi
alvejada pelo Talibã no rosto, voltando da escola, no Paquistão, com 15 anos.
Em 2014, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Malala Yousafzai é uma guerreira que,
desde muito jovem, aprendeu o valor da educação e da liberdade. E lutar por
elas se tornou seu objetivo, mesmo que isso significasse risco iminente de
morte. “Não quero ser lembrada como a ‘menina que foi baleada pelo Talibã’ mas
como ‘a menina que lutou pela educação’. Esta é a causa para a qual estou
dedicando minha vida”.
O livro, publicado no Brasil pela Companhia das Letras, deu origem a um filme (trailer acima). É o
diário de uma adolescente. A própria autora compara seus registros com outro
diário famoso, o de Anne Frank. O que assusta um pouco é que os dramas que ela
relata aconteceram neste século, há menos de uma década. Anne Frank não
sobreviveu ao Holocausto, infelizmente. Mas Malala Yousafzai sobreviveu, felizmente, a um ataque do Talibã. Ela só
queria ir à escola. Que meninos e também as meninas pudessem frequentá-la.
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| Os pais de Malala, na ONU, assistindo ao discurso da filha. |
A influência do pai é inquestionável. Entusiasta da educação, inclusive de meninas, ele sempre a incentivou. “No meu lado do mundo a maior parte das pessoas é conhecida pelos filhos que têm. Sou um dos poucos pais sortudos conhecidos pela filha que têm”. As palavras foram proferidas por ele ao receber uma homenagem para Malala na França.
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| Desenho dela aos 12 anos: sonho de harmonia entre as religiões |
Leitura
importante, mesmo porque ainda acontecem muitos dos absurdos mencionados no
livro, como a obrigação de mulheres usarem burcas, a proibição de frequentarem
escolas e mesmo de circularem em locais públicos sem um homem da família por
perto. Isso sem mencionar a proibição de ouvir música, a prática de
apedrejamentos e açoitamentos públicos, entre outros absurdos que podem estar
acontecendo no momento em que escrevo esse texto, e também no momento em que
ele é lido.
A respeito dessas práticas, recomendo o filme Timbuktu, de 2014 (que levou o Oscar de Melhor filme estrangeiro).
Nada melhor
que fechar com as palavras de Malala no discurso proferido por ela na sede da
Organização das Nações Unidas (ONU), no dia em que completou 16 anos: “Que
possamos pegar nossos livros e canetas. São as nossas armas mais poderosas. Uma
criança, um professor, um livro e uma caneta podem mudar o mundo”. Uma Malala
também pode.
Assista ao
discurso na íntegra, com legendas:


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